Leitura

Caros leitores.

Tenho escrito que o ser humano é capaz de tudo. Realiza coisas boas, quase inimagináveis. Mas, também vale o contrário. Vocês, caros leitores, decerto ouviram a notícia desta semana sobre uma mulher de 58 anos, pessoa com deficiência visual e auditiva, que era barbaramente torturada por sua tutora. De tutora (cuidadora) a torturadora!! Fato ocorrido bem perto de nós, no Bairro Niterói, em Canoas/RS. Segundo o Jornal NH a mulher era torturada por “queimaduras, choques elétricos, afogamentos e lesões corporais, inclusive com uso de alicate”(NH 23.09.2010 Pág 33). Pior: as torturas já  estariam acontecendo, segundo o mesmo jornal, há 20 anos. E, pra completar, a torturadora  recebia uma pensão de 5.000,00 mil reais mensais. Valor que por direito pertencia à torturada.  Mesmo assim a pobre morava mal e recebia restrita alimentação. Segundo o jornal, a torturadora era casada. Não seria, então cúmplice ou pelo menos omisso?  Naturalmente agora vão aludir que a mulher que maltratava tem problemas psiquiátricos. Não sei, talvez, quem sabe? Não podemos emitir juízo, pois não sabemos de detalhes. Ainda assim,  podemos fazer alguns comentários.

Ora, seja como for, é extremamente lamentável. Não pode mais acontecer. É até constrangedor. É de ficar envergonhado. Como integrante da raça humana dá vontade de pedir desculpas para a agredida, indefesa, explorada. Se aquilo que diz o jornal é verdadeiro, e eu creio que seja , então é uma vergonha inominável. E, ponto?

Não podemos terminar a reflexão por aí. É o que a maioria faz. Isso é simples demais e encobre o sol com a peneira. Por que? Porque não é o único caso de tortura e agressão e nem o último. Muitos casos são sutis. Se fôssemos procurar, logo encontraríamos pessoas para nos contar casos de agressão aos filhos pequenos (de semanas, meses), agressão à companheira, à esposa, aos empregados, aos pais, avós.  Quantos idosos são maltratados por todo lado. Maltratados pelos maus exemplos dos filhos (o contrário também vale); por filhos que não querem trabalhar; por filhos  que “passam a perna” nos pais, que vivem às custas de sua minguada aposentadoria, etc. Há aqueles que os ignoram, não fazem uma visita, deixam-nos morando mal, comendo mal, etc. Isso tudo é tortura. Quantos são aqueles que estão nos bares e mesas de jogo quando em casa falta o pão e falta o pai? Com isso avanço um pouco.

Foram precisos 20 anos para que alguém fizesse uma denúncia? Calar-se é consentir. Se nós sabemos de casos de tortura, agressão e desrespeito não podemos nos calar. Isso nos torna culpados por omissão. Claro que também não precisamos arriscar a integridade de nossa família, mas hoje em dia há várias maneiras de fazer a denúncia de forma anônima. Por vezes a pessoa que maltrata também necessita de ajuda. Seja como for, não podemos nos calar diante da crueldade e violência contra quem quer que seja. A Sagrada Escritura no orienta a sequer agredirmos os outros com palavras, quanto mais com nossas mãos, pés ou com o que por ventura estiver ao nosso alcance. Há sempre um preço a pagar. Por vezes tão alto, que mal se pode suportá-lo. Clínica psiquiátrica ou cadeia pode ser dos castigos o menor.

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