Archive for setembro \30\UTC 2010

De Mudança
30/09/2010

Depois de realizar por algumas semanas  os cultos no Centro comunitário, estamos de mudança. Os cultos de confirmação, em outubro, já serão celebrados na Igreja, cuja restauração está na fase final.  Pela presença nos encontros celebrados no centro Comunitário  nos é permitida a sensação de que nosso templo já está pequeno. Nos alegramos com todos aqueles que nos trazem o calor e carinho de sua presença e colaboração.

Culto em 26.09.2010

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Assembléia Sinodal
25/09/2010

Durante o dia de hoje ocorreu a Assembléia Sinodal do Sínodo Nordeste Gaúcho-IECLB.  O evento foi em São Sebastião do Caí e também a nossa Comunidade se fez representar. Na oportunidade os nossos representantes entregaram um convite ao Presidente da IECLB, P. Dr.  Walter Altamann, para a festa de reinauguração de nosso templo (24/10). O P. Presidente, no entanto, já adiantou que terá dificuldade em participar deste momento importante para a nossa Comunidade, pois estará participando do Concílio Geral em Foz do Iguaçu/PR.

O P. Dr.  Walter Altmann salientou que considera muito importante este cuidado da Comunidade com o patrimônio e parabenizou os integrantes do Presbitério pelo empenho e dedicação.

Leitura
23/09/2010

Caros leitores.

Tenho escrito que o ser humano é capaz de tudo. Realiza coisas boas, quase inimagináveis. Mas, também vale o contrário. Vocês, caros leitores, decerto ouviram a notícia desta semana sobre uma mulher de 58 anos, pessoa com deficiência visual e auditiva, que era barbaramente torturada por sua tutora. De tutora (cuidadora) a torturadora!! Fato ocorrido bem perto de nós, no Bairro Niterói, em Canoas/RS. Segundo o Jornal NH a mulher era torturada por “queimaduras, choques elétricos, afogamentos e lesões corporais, inclusive com uso de alicate”(NH 23.09.2010 Pág 33). Pior: as torturas já  estariam acontecendo, segundo o mesmo jornal, há 20 anos. E, pra completar, a torturadora  recebia uma pensão de 5.000,00 mil reais mensais. Valor que por direito pertencia à torturada.  Mesmo assim a pobre morava mal e recebia restrita alimentação. Segundo o jornal, a torturadora era casada. Não seria, então cúmplice ou pelo menos omisso?  Naturalmente agora vão aludir que a mulher que maltratava tem problemas psiquiátricos. Não sei, talvez, quem sabe? Não podemos emitir juízo, pois não sabemos de detalhes. Ainda assim,  podemos fazer alguns comentários.

Ora, seja como for, é extremamente lamentável. Não pode mais acontecer. É até constrangedor. É de ficar envergonhado. Como integrante da raça humana dá vontade de pedir desculpas para a agredida, indefesa, explorada. Se aquilo que diz o jornal é verdadeiro, e eu creio que seja , então é uma vergonha inominável. E, ponto?

Não podemos terminar a reflexão por aí. É o que a maioria faz. Isso é simples demais e encobre o sol com a peneira. Por que? Porque não é o único caso de tortura e agressão e nem o último. Muitos casos são sutis. Se fôssemos procurar, logo encontraríamos pessoas para nos contar casos de agressão aos filhos pequenos (de semanas, meses), agressão à companheira, à esposa, aos empregados, aos pais, avós.  Quantos idosos são maltratados por todo lado. Maltratados pelos maus exemplos dos filhos (o contrário também vale); por filhos que não querem trabalhar; por filhos  que “passam a perna” nos pais, que vivem às custas de sua minguada aposentadoria, etc. Há aqueles que os ignoram, não fazem uma visita, deixam-nos morando mal, comendo mal, etc. Isso tudo é tortura. Quantos são aqueles que estão nos bares e mesas de jogo quando em casa falta o pão e falta o pai? Com isso avanço um pouco.

Foram precisos 20 anos para que alguém fizesse uma denúncia? Calar-se é consentir. Se nós sabemos de casos de tortura, agressão e desrespeito não podemos nos calar. Isso nos torna culpados por omissão. Claro que também não precisamos arriscar a integridade de nossa família, mas hoje em dia há várias maneiras de fazer a denúncia de forma anônima. Por vezes a pessoa que maltrata também necessita de ajuda. Seja como for, não podemos nos calar diante da crueldade e violência contra quem quer que seja. A Sagrada Escritura no orienta a sequer agredirmos os outros com palavras, quanto mais com nossas mãos, pés ou com o que por ventura estiver ao nosso alcance. Há sempre um preço a pagar. Por vezes tão alto, que mal se pode suportá-lo. Clínica psiquiátrica ou cadeia pode ser dos castigos o menor.

ESTIMULANDO O LOUVOR
15/09/2010

É inerente à vida do cristão o louvor a Deus, senhor da criação e doador de todas as boas dádivas. Uma das maneiras de louvar a Deus é através do canto. Visando auxiliar a congregação no povo ao Senhor, a Comunidade Evangélica de Picada 48 Baixa, mantém um Grupo de Cantos. O objetivo primeiro não é o de cantar para outros ouvirem, mas aprender os hinos e auxiliar a comunidade a louvar. O grupo se reúne nas terças-feiras, ás 19.30 horas e está aberto a todos quantos quiserem participar. Você também é bem vindo.

Integrantes do Grupo

Novo Visual
13/09/2010

Templo I E C L B 48 Baixa.

Na foto acima o Templo antes da Restauração. Nesta foto o novo visual. Para a Comunidade uma honra poder cuidar deste templo erguido a 160 anos. Um reconhecimento aos pioneiros. A Deus louvor por toda bênção derramada sobre as várias gerações que nele se reuniram.

Em 24 de outubro próximo a festa de reinauguração. Templo da IECLB da 48 Baixa- 160 anos. Faço parte desta História.

MUDE O TOQUE DO TELEFONE
13/09/2010

Sons, odores e sabores podem nos remeter ao passado. Fazendo-nos lembrar tempos idos, experiências vividas. Por vezes boas e por vezes ruins. Eu, por exemplo, não gosto do perfume de certo tipo de flor porque me lembra da infância, quando, obrigado que fui, acompanhei meus pais aos primeiros velórios. Não eram experiências interessantes. O perfume da flor ficou associado à morte. Pobre flor; que culpa tem? Pela mesma razão tem gente que não gosto do cheiro de vela se queimando.

Há pessoas que não gostam do cheiro e muito menos de certo tipo de alimento (canja) porque lembra hospital, dor, solidão e sofrimento. Outros tantos se sobressaltam quando escutam o sino da igreja no meio da manhã ou da tarde. Quem será desta vez? Outros não querem nem ouvir determinados hinos pelas lembranças tristes que despertam. Há coisas que, naturalmente, é melhor evitar. Outras a gente tem que aprender a enfrentar. Por vezes é necessário  tomar desvios ou  ir por atalhos. Não é, por exemplo, muito interessante  guardar por muito tempo objetos que nos causam grande sofrimento pela lembrança de alguém que amávamos e que já seguiu pela trilha da eternidade.


Em tempos mais modernos, devo dizer que não gosto do som do telefone, sobretudo no silêncio da noite. Pois, raramente, nos desperta para nos dar boas notícias. Eu tive um celular com um toque bem característico. Muitos “tocam” assim. Eu já nem o tenho mais, mas cada vez que ouço o som por aí, me sobressalto. Quem tem filhos ou filhas, amigos, amigas, por aí na cidade grande está sempre dormindo com um olho aberto. Dorme com medo de acordar com o toque do telefone. Que, por associação ou por experiências dolorosas do passado, desperta temores, tristezas.

Alguém mais sábio poderia mudar o som do telefone. Isso pode ajudar, mas não pode trazer a ilusão de que um toque alegre ou diferente não possa vir carregado de espanto. De uma parte, era bom quando uma cartinha chegava três semanas mais tarde. De outra parte, de nada adianta- há depressões que temos que percorrer. Nunca se está totalmente preparado. É claro que não adianta sofrer por antecipação, nem apenas mudar o toque do telefone. É necessário cuidado, moderação e sabedoria para viver na cidade grande.
Necessitamos fortalecer a confiança, redobrar o cuidado e seguir com a esperança de que ainda que “andemos pelo vale da sombra da morte, nenhum mal nos sobrevirá”.  Quando vier e se vier- vamos ter que superar. Pois, ainda que não rodeados por pessoas, nunca estaremos sós!!

O toque do telefone é possível mudar. O que ele desperta em nós, nem sempre. Pense nisso.

Semeadores da Esperança.
07/09/2010

Nossa sociedade anda estranha. Aumenta a pressa , a velocidade e diminui o tempo. É tão comum ouvir as pessoas dizendo: “não tenho tempo”. De fato, nós não temos tempo. É o tempo que nos tem.

Quando não mais quiser reter-nos, nos descarta. Neste tempo são muitas as exigências que pesam sobre nós, especialmente se quisermos acompanhar as rápidas transformações deste tempo.

Por vezes eu tenho a impressão que o ser humano parece uma Ferrari com motor de fusca. Quer andar muito e acompanhar tudo, mas já não consegue! A solução, então, é “envenenar” o motor para que acompanhe o ritmo. Não demora, no entanto, a resistência chega ao limite. E, o que fazer? “Envenemar” mais ainda? Apelar para mais alguns tipos de medicamentos com alguma tarja sei eu lá de que cor?

Remédio pra dormir e remédio pra acordar. Remédio pra ficar dormindo e remédio pra ficar acordado! Pessoas “ausentes” mesmo estando presentes! Doentes sem estarem doentes! Procurando ajuda em mais uma consulta, mais um exame, mais um medicamento novo, outro celular ou sei eu lá que apetrecho da moda.

Não é por acaso que Raul Seixas ( * Salvador, 28 de junho de 1945 — + São Paulo, 21 de agosto de 1989) já cantava numa bela música, “pare o mundo que eu quero descer…. Desorientado segue o mundo  e eu não posso mais  ficar parado…”.

Descer é impossível e continuar é loucura. Por isso, melhor é reduzir o passo, olhar pro lado, distrair-se olhando as flores,  refazer a vida nas pequenas e significativas alegrias diárias. Mais vale um passeio em família, uma riso manso, uma abraço de bom coração, um canto alegre e despreocupado de um passarinho. Quem semeia sabe que não adianta jogar muitas sementes no mesmo lugar. Melhor dispô-las com carinho e paciência para que possam produzir até cem por um. O sentido da vida não está no que se tem, mas no que se acredita.  Seja um semeador de esperança!  Pense nisso.