Archive for abril \30\UTC 2010

Trabalho Infantil
30/04/2010

EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL DOMÉSTICO.

 Nesta semana, mais precisamente na terça-feira, ouvi um comentário sobre o Dia de Combate à Exploração do Trabalho Infantil Doméstico.  Como é sabido, a lei brasileira não permite mais o trabalho antes dos 16 anos, salvo na condição de aprendiz desde os 14 anos.

O principal alvo do comentário era o trabalho infantil na casa de terceiros. Contudo, foi feita certa confusão, dando a entender que a criança estaria proibida de qualquer atividade, mesmo no lar. Podendo isso ser considerado crime.

            O trabalho infantil envolve muitas questões que vão desde o aprendizado, passando pela colaboração em família, indo até a exploração e escravidão. Por isso as respostas são podem ser simples. Há muitos olhares e interfaces. A criança que ouvisse o comentário (que ouvi) entenderia estar protegida pela lei, não mais necessitando trabalhar. Nem mesmo em forma de colaboração no lar.  Não se fazendo, assim, diferença entre trabalho doméstico na própria casa ou em casa de terceiros. Atualmente já não é tão raro a criança negar-se a ajudar nas pequenas atividades de casa, dizendo-se protegida pela lei. As crianças, rapidamente, aprendem sobre os seus direitos. Muito embora, tenham mais dificuldade de aprenderem sobre seus deveres.

Sob o aspecto legal, no Brasil, uma criança pode trabalhar fora de casa, a partir dos 14 anos como aprendiz e a partir dos dezesseis num trabalho efetivo com carteira assinada. A lei permite trabalhar a partir desta idade, desde que isso não comprometa a saúde, a segurança e os estudos da adolescente

 No debate ao que me referi, foi dito que somente 5% das crianças submetidas ao trabalho infantil doméstico conseguem terminar o Ensino Fundamental. Sem dúvida, uma questão polêmica. Eu trabalhei (como tantos) desde muito cedo na roça. Mesmo assim consegui levar adiante os estudos. Creio, por isso, que seja possível trabalhar e estudar. É claro que é preciso evitar a exploração, o trabalho excessivo e impróprio. Também é necessário considerar que a criança precisa brincar. Apesar de isto já estar meio fora de modo, pois, a internet e a televisão monopolizam as atenções da criança; O que nem sempre é saudável.

 A Lei se refere ao trabalho doméstico em casa de terceiros e o proíbe antes dos 16 anos. Visa, com acerto, combater uma prática prejudicial e muito comum, onde meninas adolescentes são exploradas na lida doméstica e no cuidado às crianças. Por vezes, em situações precárias e mal remuneradas. Houve e há muitas injustiças que necessitam ser evitadas e/ou coibidas, pois são crimes previstos em lei. O Brasil é, na América Latina, o 3º país no qual mais existe a exploração infantil no trabalho doméstico.

 Contudo, é preciso que se diga antes que algumas crianças se alegrem muito: a lei não proíbe colaborar nas atividades domésticas no próprio lar e no convívio familiar. Claro que as crianças não podem ser forçadas a realizar tarefas excessivas, impróprias para sua idade ou para as quais não estejam preparadas. Não se pode exigir de uma menina de 10 anos que cuide de irmãos menores ou que cozinhe para a família, como se vê por aí.  Em casos assim a família pode ser responsabilizada.

De outra parte, a Palavra de Deus nos alerta: “Eduque a criança no caminho em que deve andar e até o fim da vida não se desviará dele” PV 22.6. Do aprendizado faz parte o trabalho.  Criança que nada faz e nada aprende a fazer, não assume responsabilidades.

 E, pior, quando não é chamada à responsabilidade, pode ocupar seu tempo com atividades desaconselháveis. Há um Provérbio Italiano que diz: “Quem não ensina a criança a trabalhar, ensina-a a roubar”. Ainda que isso possa soar um tanto radical, não raro é assim mesmo.  Aprender a realizar diferentes tarefas não faz mal. Colaborar em família é fundamental. Fazer parte de uma família traz muitas possibilidades e pode trazer muitas bênçãos. Mas, implica em responsabilidades.  É possível trabalhar um pouco, brincar um bocado e estudar com sucesso. Basta que haja organização e disciplina. Aliás, disciplina é algo que a sociedade não tolera. Mas, sem disciplina não se pode avançar.

Portanto: sem jornadas excessivas, sem exploração indevida, sem responsabilidades prematuras que prejudiquem o desenvolvimento físico e psíquico, mas com trabalho, dedicação e cooperação.

 Rosemar Ahlert

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VAMOS ABRIR UMA IGREJA
29/04/2010

(deu na Folha de São Paulo)

O primeiro milagre do heliocentrismo
Hélio Schwartsman

… Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia,
repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. Com o auxílio técnico
do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa,
Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos
apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não
consecutivos). É tudo muito simples. Não existem requisitos teológicos
ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige
número mínimo de fiéis.
Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado Evangélio e seu
CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações
financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos
benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da
Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos
que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados
com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios
criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos
livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros “Is” de bens colocados
em nome da igreja.
Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se
organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus
sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção
do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David
ministros religiosos) e direito a prisão especial.

VEJAM MAIS EM
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u660688.shtml

PEQUENOS COISAS
27/04/2010

No dia a dia nós fazemos muitas coisas e dizemos outras tantas. Por vezes uma soma incontável de gestos e palavras. Por certo, não temos a condição de evitar que uma ou outra coisa dê errado. Ou, que em algum momento, venhamos a dizer algo inadequado ou impróprio. Contudo, se a nossa postura for a de fazer sempre o melhor que pudermos, na soma do  final do dia teremos  feito   muito mais coisa boa do que ruim.

E a soma de muitas pequenas coisas boas ajudará a tornar melhor o dia de muita gente. Pense nisso. Escreva a cada dia uma página bonita. As bênçãos, no final,  vão recair sobre você  e sobre os seus.

P.Rosemar Ahlert

O Pão Nosso …
27/04/2010

Pão…
O meu pão…
O teu pão…
O pão nosso…
O pão de cada dia…
O pão de hoje…

“Come com alegria o teu pão…” Ec 9.7
“Voz farei chover do pão do céu…” Ex 16.4

E…
O não ter pão…
A falta de pão…
Sem pão – sem dignidade…
Sem pão – sem vida…
Cadê?…

O pão da partilha?… (Lc 9.10-17)
O pão do céu?… (Ex 16.15-21)
O pão da solidariedade?… (Is 58.7)
O pão ‘corpo de Cristo’ – “para que todos sejam um”? (Gl 3.28)

Neste ano em que somos confrontados com o “pão”, sejamos levados pela palavra de Deus revelada nas Sagradas Escrituras.

 

A Bíblia nos revela o desejo de Deus diante do “pão nosso de cada dia”. Três aspectos bem claros podemos observar:

 

1) Deus condena o acúmulo e o roubo:
“Suave é ao homem o pão ganho por fraude, mas depois a sua boca se encherá de pedrinhas de areia.” Pv 20.17
Em Ex 16 Deus ordena que se colha o ‘maná’ para o dia, não acumular para o dia seguinte. O que foi acumulado para o outro dia “…deu bichos e cheirava mal.” Ex 16.21

 

2) Deus também declara o direito de pão a quem trabalha por ele:
“Do suor do rosto comerás o teu pão.” Gn 3.19
“Come com alegria o teu pão…” Ec 9.7

3) Deus ordena a partilha, pois o pão vem de Deus:
“Fazes crescer relva para animais e plantas para o homem tirar o seu pão.” Sl 104.14
“Abençoarei os teus mantimentos e de pão fartarei os pobres.” Sl 132.15
“… repartas o teu pão com o faminto…” Is 58.7

Quando Jesus faz o milagre da multiplicação do pão (Lc 9.10-17) ele nos coloca frente a frente, em grupos pequenos para que possamos nos ver e sentir e revela quem somos e o que temos guardado em nossas sacolas e bolsos. Pensemos no milagre da partilha como aquela ação de Jesus que elimina todo individualismo e egoísmo, situações que nos levam a acumular para si e não acolher a fome do outro, a necessidade do outro que lhe tira o mínimo de dignidade de vida.

Conforme o Ex 16. 21, o acumulado “dá bichos e cheira mal”. O que é que cheira mal em nossa vida? Onde a comunidade está guardando e não partilha? Onde está a podridão escondida da sociedade?

A pergunta do Evangelista Mateus ao escrever o Evangelho era: Quem somos nós e qual é a nossa missão? Diante do exposto acima nos perguntamos: Quem somos? Em qual aspecto do pão eu me encontro? E – Qual é minha missão para que possamos viver como filhos e filhas amadas e protegidas por Deus?

A nossa missão é amar a Deus e ao próximo – amar ao próximo na partilha de vida, ajudando uns aos outros, sendo solidários, amigos da paz e agentes da justiça.

Que Deus nos abençoe para que possamos cumprir com a missão que Ele nos confiou e cumpri-la com dedicação apaixonada.

 

 

 

Pa Clarise Ilaine Wagner Holzschuh
Paróquia de Palmitos – SC

Obs: extraido do Portal da IECLB.

Programa de Rádio
26/04/2010

Ouça, todos os sábados, 11.30 h, pela Collorense FM- 87.5- o Programa da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Picada 48 Baixa. Sempre que possível, nós vamos inserir a mensagem neste espaço. Leia, participe, comente. É só clicar e enviar sua sugestão.

A IECLB- UMA IGREJA VIÁVEL
26/04/2010

IECLB – UMA IGREJA VIÁVEL. Uma das questões que permeia grande parte dos investimentos de nosso tempo é a pergunta pela viabilidade. Muito embora, de outro modo, a questão se coloca também no âmbito das igrejas. Ainda que a perspectiva seja outra, também a Instituição Eclesiástica precisa ser viável. Pois, se não for, deixará de existir. A História da IECLB nos testemunha que ela é viável. Embora, de outra parte, por vezes, pareça não ser. Eu não estou esquecendo que ela não resulta só de nossos esforços meramente humanos. Penso que comunidades/paróquias com 1000 pessoas batizadas podem não só subsistir como até mesmo crescer. O que mostra que a idéia/projeto do PAMI estava correta. As paróquias nas quais atuei cresceram consideravelmente. Não é um ideal; é estatístico. E creio que o crescimento não foi e nem é só numérico. A participação nas celebrações e estudos bíblicos é muito boa. Quero mencionar só duas pequenas Paróquias. 1º – Seara, em Santa Catarina. Quando iniciamos a atividade naquela recém criada Área Missionária havia 115 famílias cadastradas. Menos de quatro anos depois, eram pouco mais de 300. A cada culto eram recebidas famílias de novos membros. 2º – A Comunidade Evangélica de Picada 48 Baixa, em Lindolfo Collor/RS. Em agosto de 2006 eram 826 pessoas batizadas conforme estatística enviada à IECLB. Hoje são pouco mais de 1030 pessoas. Um crescimento de aproximadamente 25%. Donde vêm estas famílias? De diversas denominações. Poucos imigraram neste período. Por que vieram? As razões certamente são as mais variadas. Contudo, por que não vieram antes? Creio que seja, sobretudo, por causa de uma questão de mudança de postura. Ainda que a comunidade esteja bem localizada, se não for acolhedora, se não estiver de braços abertos ela não convida para entrar. Creio que foi o que mudou. “Os de fora” passaram a sentir que são bem-vindos. Que “os de dentro” não têm lugares cativos nos bancos. É preciso “passar-lhes” à sociedade a mensagem de que a comunidade é acolhedora e que está feliz com cada visita ou presença. Isso leva um tempo e é necessário que, sobretudo as lideranças sejam “treinadas” ao acolhimento. Quando chegamos à comunidade passava por uma situação financeira difícil. Havia, inclusive, algumas dívidas. Desde então, no que diz respeito à infraestrutura, foi adquirido um carro, investidos mais de cem mil Reais na construção de um ginásio com  mais de mil metros quadrados, foram adquiridas mesas,  bancos, louças, espetos. Foi construída uma casa mortuária e feita uma ampla reforma do cemitério. A casa foi restaurada e feitos vários muros. Hoje temos uma reserva que seria suficiente para adquirir um carro novo e vamos restaurar o templo. Estamos em dia com salários e com Sínodo. Mas há outro aspecto: presbíteros (as) e pastor (a) precisam passar a mensagem de que se interessa pelas pessoas. Penso que este é um dos segredos que torna um pastorado possível. Mostrar interesse não é muito fácil e nem tão comum, pois exige muita dedicação. Exige olhar atento, solidariedade, compaixão. Ou seja: tem que gostar de fazer e fazer por gostar das pessoas. Com algumas exceções, por algum contexto geográfico ou social especial, todas as comunidades da IECLB podem crescer. Nossa credibilidade histórica (apesar de alguns pesares) nos dá coragem para convidar e acolher.  A IECLB é viável e eu não tenho dúvida disso.  P. Rosemar Ahlert

IV ACAMPADENTRO
25/04/2010

Com o tema “Pequenos Gestos Podem Fazer a Diferença”  reuniram -se aproximadamente 60 crianças no IV Acampadentro da  Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Picada 48 Baixa. O evento foi nos dias 24 e 25 de abril no pavilhão da Comuinidade.  Buscou-se refletir sobre a importância de pequenos gestos na natureza, na sociedade, escola, família e na convivência com idosos e pessoas com deficiência.

Houve espaço para o louvor, contação de histórias bíblicas, atividades artísticas, jogos e  brincadeias. A avaliação é a de que o encontro é válido, sobretudo pela importância da espiritualidade desde a infância.

Beth, coordenadora.

NOTA DE FALECIMENTO
23/04/2010

Noticiamos com pesar o falecimento do Pastor Primeiro Vice-Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, Homero Severo Pinto, hoje (23/4) às 4:30, em Porto Alegre (RS).

O corpo será velado na Igreja da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Portão (RS).

O Culto será amanhã (24/4) às 9h na Igreja da Comunidade de Portão, de onde sairá o féretro para sepultamento, previsto para as 12h, no Cemitério de Taquara (RS).

CULTO COM BÊNÇÃO PARA A FAMÍLIA
21/04/2010

A Família é uma Instituição das mais importantes. Necessita cuidado, companheirismo, perdão. Venha, com sua família, neste domingo receber a bênção especial de Deus para toda a família. Domingo, 25 de abril, 9 horas.

ACAMPADENTRO
21/04/2010

Vai aí um convite para a criançada. Neste sábado e domingo acontece o IV ACAMPADENTRO (Noite do Pijama). Inscrevam-se. Início no sábado, 9.30 h